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1 Ano de manutenção.



Saldo do ano:
- Eliminação de Peso: - 4kg
- Atividade física: musculação (3x semana) caminhada (3 a 4x semana) 
- Gordura corporal: 16,89%
- Reeducação alimentar: Constante.


Um ano que passou em um piscar de olhos e da maneira mais fluida possível. 

E entre tantos aprendizados do ultimo ano, diria que o principal foi perceber que não é preciso ficar em uma neurose infinita para que os números na balança não subam. Em um ano aprendi que 1 ou 2kg é uma oscilação normal de peso (que qualquer ser humano sofre) e que é possível sim relaxar.

Principalmente nos últimos seis meses descobri que não há mal algum em cometer um pecadinho ou outro as vezes, afinal os bons hábitos são tão parte de mim que já não perco mais o controle. 

Hoje a trufa no fim de semana é só uma trufa no fim de semana. Mesmo! Parei de vilanizar comida como sendo um gatilho pra um mundo de comilança sem fim. Coisas são apenas coisas, nós é que damos significado a elas e pra mim hoje, finalmente, comida é apenas comida.

Sendo assim, diria que o maior aprendizado foi a moderação em relação aos maus e bons hábitos.

Hoje me sinto mais livre que nunca e mais próxima do equilíbrio que sempre sonhei pra mim. Feliz 1 ano.
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Adeus 2013

E eu tão cheia de metas e sonhos, esse ano tive o prazer de cumprir muitos deles de maneira mais natural, diria quase orgânica.

2013 trouxe dores mas construiu alguém ainda mais forte e confesso que apesar de todos os desalentos e desenganos, vejo esse ano como extremamente construtivo para a minha vida, assim não consigo vê-lo com maus olhos.

Sendo um blog sobre minha jornada contra a balança, creio que o fator de maior destaque para citar seja o fato de que aprendi a não ter uma jornada contra a balança. Aliás, aprendi a não ter uma jornada contra nada.
Aprendi a usar inclusive as dores e dificuldades a meu favor.

O resultado?No dia de hoje ao subir na balança vi 58kg cravados, dois a menos do que o meu objetivo para esse ano.

E a parte bonita disso é que o número mostrado pela balança, se tornou para mim apenas um número. Não um atestado de sucesso ou fracasso. Não um bilhete para a realização ou o inferno pessoal.

Apenas mais um número...

Em 2013 consegui mais saúde.
Em 2013 tive que lidar com mortes muito dolorosas.
Em 2013 consegui me organizar mentalmente e consequentemente o espaço físico ao meu redor.
Em 2013 tive decepções familiares extremamente sérias.
Em 2013 consegui não permitir que o medo me dominasse novamente.

Graças aos últimos 2 anos, aprendi a ter mais paciência e mais perspectiva ao enfrentar situações que fogem ao meu controle.

E se o ano não fosse dividido em 12 meses? Ainda seria um ano ruim?
E se a vida não fosse contada em horas? ainda seria ruim?

Assim, não venho hoje para desejar-lhes que 2014 seja o ano das mudanças como se o dia 01/01 tivesse um poder mágico.
Hoje eu desejo mais uma vez paz para que você recomece ao seu tempo. Seja fim ou inicio de ano, seja 8 da manhã o 9 da noite.

Feliz vida, inclusive em 2014!
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Um antes e depois que ninguém vê.

Creio que todo mundo já passou ao menos uma vez por uma situação de perigo iminente: você se arrepia, seu estomago fica embrulhado, o corpo começa a transpirar, os calafrios vem, a vontade de chorar te domina e tudo o que existe é aquela pressão no peito. De repente parece que o seu mundo está se desfazendo e não há nada que você possa fazer para mudar isso.

E quando o simples ato de pegar um ônibus faz com que você sinta tudo isso? Ou atividades simples do cotidiano parecem se equiparar a estar em frente a um pelotão de fuzilamento?

Não sei dizer quando exatamente isso começou mas quando dei por mim, atender um telefonema parecia algo impossível, andar na rua sozinha era desesperador e marcar um encontro com amigos era uma possibilidade inexistente. Só eu sei quantas vezes antes de dormir chorei me fazendo duas perguntas: "porque comigo?" e "Porque eu não posso ser normal outra vez?".

A imagem daquela menina desinibida e risonha foi aos poucos se esvaindo enquanto a ansiedade passou a matar cada pedacinho de quem eu era. Qualquer atividade diferente no meu cotidiano caia como uma bomba de pesar e gerava uma ansiedade insuportável.

De repente para me poupar da ansiedade, lá estava eu cortando todas as possíveis experiências diferentes que pudessem me acontecer e com isso vinha a culpa por não viver.

Eu morria aos poucos todos os dias. Eu morria aos poucos pensando nos amigos que ficavam pra trás. Eu morria aos poucos de saudades de quem um dia eu fui. Eu morria aos poucos enquanto tudo em mim era ódio e repulsa pela pessoa que eu havia me tornado.

Diante disso, o fato de não ter um corpo perfeito é tão pequeno. Tão ínfimo. 

Se você me perguntasse o que eu mais queria 1 ano e meio atrás, a resposta seria simples e direta: não sentir dor.

E a realidade é que a dor existe, a ansiedade ainda ocorre e qualquer situação diferente ainda é levemente incomoda. Levemente. 

Gostaria muito de escrever hoje o segredo da cura do transtorno da ansiedade porém infelizmente isso não existe. O que existe é um esforço diário para contornar o medo e para não me permitir ser dominada outra vez.

Eu sou o meu próprio Bruce Banner e dentro de mim mora algo que pode me transformar em um monstro destrutivo que eu não quero ser, porém eu aprendi a respeitar e controlar isso em mim. 

O meu peso? Era só um sintoma e não a causa da minha dor.

Eu precisei enfrentar o meu hulk, reaprender a ser leve e me perdoar por tudo o que a ansiedade havia destruído. ESSE, meus amigos, é o meu verdadeiro antes e depois. 

Nada muda por fora se você não muda por dentro .

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Edson ♥

Hoje, dia 20/10/2013 venho compartilhar com vocês mais uma vitória. Uma vitória tão dele e ao mesmo tempo sinto que é tão minha, uma vitória que talvez ele ainda não valorize tanto quanto eu mas que pra mim significa tanto.



Esse é o Edson, meu namorado, amigo e companheiro que conheci a 6 anos e meio. Com ele tenho compartilhado bons e maus momentos, pra ele eu mostrei meu melhor e meu pior. 
Hoje tenho o prazer e o orgulho de compartilhar com vocês que no último mês e meio tive o prazer de ver essa transformação ocorrendo. Tenho o prazer de ver ele bem disposto, mais bonito e o principal: mais saudável.
Hoje me sinto mais segura quando penso no nosso futuro, me sinto feliz em ver que ele está fazendo o melhor para viver mais e ao meu lado.

Feliz -10kg Edson 


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1 ano de Reeducação alimentar.


Um ano de mudanças. Um ano de inúmeras transformações.

E a realidade é que a principal mudança não veio nesse espaço de 365 dias, a mudança começou antes, começou tímida e silenciosamente, através de muita autoanálise. Foi olhando pra mim que constatei duas coisas: eu era implacável e precisava me reeducar.

Durante esse ano aprendi que reeducar é combinação entre ação e humildade.

Reeducar é abrir o peito e os olhos, aceitar que talvez você saiba menos do que imaginava, mas ter a disposição de aprender a ser diferente. É parar de apontar os dedos na direção alheia e olhar pra dentro. É ser a mudança que você quer ver.

Toda vez em que nos colocamos na posição de vitimas da vida, deixamos de olhar no que poderíamos ser melhores e nos tornamos vitimas de nós mesmos.

É difícil sim assumir o controle da própria vida, é difícil sim ter a humildade de se corrigir ao invés de sentar num trono de soberba. É difícil...Mas não impossível!

Muitas vezes pensei em como minha história poderia ter sido diferente se não cometesse certos erros, mas hoje sei que tudo isso me trouxe a esse momento. Hoje, se pudesse voltar anos atrás e me dar algum conselho, diria apenas 4 coisas:

1) Perdoe aos outros, mas principalmente a você mesma.
2) Não tenha medo de errar, de recomeçar ou de aprender.
3) Tenha fé (seja em Deus, na vida ou em você mesma, mas tenha fé).
e por ultimo:
4) Alimente-se bem e pratique exercícios físicos diários.

Feliz um ano de nova vida. Feliz um ano de reeducação alimentar.
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