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Uma questão de peito...

Creio que nunca cheguei a comentar aqui algo extremamente intimo: eu tenho pavor, pavor de peito grande.

Na época do 46...Mal imaginava que chegaria aos 52.


Antes de ser moda entre as mocinhas incautas os seios já me foram motivo de riso, piadinhas e apelidos.
Experimente você ter 12 anos e usar sutiã 44. Experimente você chegar a usar sutiã 52.
Aliás, não experimente.

Onde quero chegar com isso?Quero chegar no meu atual estado: o pós operatório.



No dia 23 de julho de 2014, nas mãos do Dr. Roque de Mattia Jr, realizei o sonho de uma vida. Após ver minha mãe, minha tia e amigas delas passarem por essas mãos iluminadas, decidi em 2012 que passaria também pelas mãos dele e esse, foi um dos motivos que me impulsionou ainda mais a alcançar o meu peso ideal.

A cirurgia foi um sucesso e minha cicatrização impressionante. Hoje, a 364 dias do meu casamento, me sinto ainda mais segura e preparada para a procura do meu biquíni do próximo verão assim como para a busca do meu vestido de noiva.



Ana e o que isso tem com um blog sobre perda de peso?

Tem exatamente o pós operatório. Tem que desde o dia 22 de julho pude fazer atividade física apenas 3 vezes, que o pós operatório e os remédios incham e que ao menos até novembro estou vetada de praticar musculação.
O corpo muda. O corpo muda muito!
E apesar de estar escrevendo isso dentro de um jeans 36, escrevo com 59Kg (3 acima do meu antigo peso e da silhueta bem sequinha que eu prefiro ter) e com pequenas dobrinhas saltando o cós da calça. É uma tragédia?Não. Completamente reversível, eu sei e pelo melhor dos motivos possível: foi o pequeno preço que a cirurgia dos meus sonhos me cobrou.

Inchada porém feliz!:)


MAS, também sei que se você deixa passar, 3 viram 5, que viram 10 e quando você menos espera tudo vira uma bola de neve bem mais difícil de dissolver.

Moral da história? Seja vigilante sem ser neurótico. Ganhar peso não é uma tragédia mas também não é algo para se fazer vista grossa então não tenha medo de se pesar e não faça do ganho de peso uma grande tragédia: é só peso e você tem toda a capacidade de fazer diferente hoje.

Vamos?
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Nova fase

É curioso quantas vezes pensei em voltar a escrever nesse espaço e quantas vezes me vi desistindo. Acreditem ou não, as vezes parece que quando você alcança o tal peso ideal, perde o direito de falar sobre peso.
Digo isso pelo peso da censura que me perseguiu tantas vezes no ultimo ano e meio. Falar que engordou?Não pode. Falar que emagreceu?Não pode.

São tantos nãos, tanta gente junta fazendo força contra, que acabei me perdendo daqui.
Lia os blogs de tantas amigas de luta (Nice, Mih, Cíntia, Deda, Janna, Sra. Redonda, Débora, Quel do Cottage Regressiva...) e me coçava com a vontade de voltar, de comentar, de viver o blog outra vez mas cedi as barreiras.

E foi hoje, apenas hoje, que fui perceber que foi aceitando barreiras que me tornei a pessoa passiva que eu era até 2 anos atrás. E quer saber?É uma delícia poder quebrar esse muro outra vez.

Quero e vou falar outra vez sobre isso que ainda é parte de mim, principalmente porque acho justo deixar registrada aqui a nova fase que estou vivendo, já agora tenho um motivo a mais para me cuidar e tentar me manter o melhor que posso: em 1 ano e 2 dias (dia 29/08/2015) me tornarei uma mulher casada.

E nada mais justo que eu traga pra cá as experiências dos preparativos e principalmente dos meus esforços em me manter dentro da faixa de peso ideal durante todo essa fase que apesar de linda, carrega consigo muito estresse.

E lá vamos nós!




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1 Ano de manutenção.



Saldo do ano:
- Eliminação de Peso: - 4kg
- Atividade física: musculação (3x semana) caminhada (3 a 4x semana) 
- Gordura corporal: 16,89%
- Reeducação alimentar: Constante.


Um ano que passou em um piscar de olhos e da maneira mais fluida possível. 

E entre tantos aprendizados do ultimo ano, diria que o principal foi perceber que não é preciso ficar em uma neurose infinita para que os números na balança não subam. Em um ano aprendi que 1 ou 2kg é uma oscilação normal de peso (que qualquer ser humano sofre) e que é possível sim relaxar.

Principalmente nos últimos seis meses descobri que não há mal algum em cometer um pecadinho ou outro as vezes, afinal os bons hábitos são tão parte de mim que já não perco mais o controle. 

Hoje a trufa no fim de semana é só uma trufa no fim de semana. Mesmo! Parei de vilanizar comida como sendo um gatilho pra um mundo de comilança sem fim. Coisas são apenas coisas, nós é que damos significado a elas e pra mim hoje, finalmente, comida é apenas comida.

Sendo assim, diria que o maior aprendizado foi a moderação em relação aos maus e bons hábitos.

Hoje me sinto mais livre que nunca e mais próxima do equilíbrio que sempre sonhei pra mim. Feliz 1 ano.
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Adeus 2013

E eu tão cheia de metas e sonhos, esse ano tive o prazer de cumprir muitos deles de maneira mais natural, diria quase orgânica.

2013 trouxe dores mas construiu alguém ainda mais forte e confesso que apesar de todos os desalentos e desenganos, vejo esse ano como extremamente construtivo para a minha vida, assim não consigo vê-lo com maus olhos.

Sendo um blog sobre minha jornada contra a balança, creio que o fator de maior destaque para citar seja o fato de que aprendi a não ter uma jornada contra a balança. Aliás, aprendi a não ter uma jornada contra nada.
Aprendi a usar inclusive as dores e dificuldades a meu favor.

O resultado?No dia de hoje ao subir na balança vi 58kg cravados, dois a menos do que o meu objetivo para esse ano.

E a parte bonita disso é que o número mostrado pela balança, se tornou para mim apenas um número. Não um atestado de sucesso ou fracasso. Não um bilhete para a realização ou o inferno pessoal.

Apenas mais um número...

Em 2013 consegui mais saúde.
Em 2013 tive que lidar com mortes muito dolorosas.
Em 2013 consegui me organizar mentalmente e consequentemente o espaço físico ao meu redor.
Em 2013 tive decepções familiares extremamente sérias.
Em 2013 consegui não permitir que o medo me dominasse novamente.

Graças aos últimos 2 anos, aprendi a ter mais paciência e mais perspectiva ao enfrentar situações que fogem ao meu controle.

E se o ano não fosse dividido em 12 meses? Ainda seria um ano ruim?
E se a vida não fosse contada em horas? ainda seria ruim?

Assim, não venho hoje para desejar-lhes que 2014 seja o ano das mudanças como se o dia 01/01 tivesse um poder mágico.
Hoje eu desejo mais uma vez paz para que você recomece ao seu tempo. Seja fim ou inicio de ano, seja 8 da manhã o 9 da noite.

Feliz vida, inclusive em 2014!
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Um antes e depois que ninguém vê.

Creio que todo mundo já passou ao menos uma vez por uma situação de perigo iminente: você se arrepia, seu estomago fica embrulhado, o corpo começa a transpirar, os calafrios vem, a vontade de chorar te domina e tudo o que existe é aquela pressão no peito. De repente parece que o seu mundo está se desfazendo e não há nada que você possa fazer para mudar isso.

E quando o simples ato de pegar um ônibus faz com que você sinta tudo isso? Ou atividades simples do cotidiano parecem se equiparar a estar em frente a um pelotão de fuzilamento?

Não sei dizer quando exatamente isso começou mas quando dei por mim, atender um telefonema parecia algo impossível, andar na rua sozinha era desesperador e marcar um encontro com amigos era uma possibilidade inexistente. Só eu sei quantas vezes antes de dormir chorei me fazendo duas perguntas: "porque comigo?" e "Porque eu não posso ser normal outra vez?".

A imagem daquela menina desinibida e risonha foi aos poucos se esvaindo enquanto a ansiedade passou a matar cada pedacinho de quem eu era. Qualquer atividade diferente no meu cotidiano caia como uma bomba de pesar e gerava uma ansiedade insuportável.

De repente para me poupar da ansiedade, lá estava eu cortando todas as possíveis experiências diferentes que pudessem me acontecer e com isso vinha a culpa por não viver.

Eu morria aos poucos todos os dias. Eu morria aos poucos pensando nos amigos que ficavam pra trás. Eu morria aos poucos de saudades de quem um dia eu fui. Eu morria aos poucos enquanto tudo em mim era ódio e repulsa pela pessoa que eu havia me tornado.

Diante disso, o fato de não ter um corpo perfeito é tão pequeno. Tão ínfimo. 

Se você me perguntasse o que eu mais queria 1 ano e meio atrás, a resposta seria simples e direta: não sentir dor.

E a realidade é que a dor existe, a ansiedade ainda ocorre e qualquer situação diferente ainda é levemente incomoda. Levemente. 

Gostaria muito de escrever hoje o segredo da cura do transtorno da ansiedade porém infelizmente isso não existe. O que existe é um esforço diário para contornar o medo e para não me permitir ser dominada outra vez.

Eu sou o meu próprio Bruce Banner e dentro de mim mora algo que pode me transformar em um monstro destrutivo que eu não quero ser, porém eu aprendi a respeitar e controlar isso em mim. 

O meu peso? Era só um sintoma e não a causa da minha dor.

Eu precisei enfrentar o meu hulk, reaprender a ser leve e me perdoar por tudo o que a ansiedade havia destruído. ESSE, meus amigos, é o meu verdadeiro antes e depois. 

Nada muda por fora se você não muda por dentro .

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